terça-feira, 1 de setembro de 2009

WOODSTOCK

Recentemente celebrou-se o aniversário dos 40 anos do festival de Woodstock (ou Bethel, como preferirem). Uns comemoraram como símbolo de uma era, outros com o saudosismo de tempos que não voltam mais e uns poucos ainda criticaram o festival alegando-se que se criou em torno deste um mito que não existiu, ou pelo menos não da forma como foi retratado.

Na verdade não importa muito se o festival ocorreu da forma como retratado por Martin Scorsese, talvez ele não tenha sido tão lúdico, talvez tenha sido apenas um monte de bandas e hippies reunidos no meio da desorganização para usarem drogas desenfreadamente, mas isso tudo é irrelevante.

O que realmente importa é que naquela época toda uma geração teve um sonho. Não qualquer sonho, um sonho de paz, de um mundo diferente onde as pessoas fossem julgadas pelo que são, e não pelo que têm, um sonho de desapego, onde todos esses elementos eram unidos pelo amor universal.

Acho engraçado como as pessoas nomeiam Woodstock como um festival de contracultura. Ou seja, a cultura que deveria ser a dominante na verdade é chamada contracultura, pois a cultura vigente apregoa o individualismo, o materialismo, e outras coisas que em nada contribuem para a melhoria da humanidade como um todo.

Aquela geração (ou parte dela) pode se orgulhar de ter sonhado. Não importa o quão grande ou difícil de atingir fosse esse sonho. Eles tentaram. E fizeram a parte deles. Não sou pessimista a ponto de afirmar que as novas gerações não têm mais esse sonho. Apenas acho que ele se encontra adormecido esperando alguma coisa acordá-lo...quem sabe um festival de música?

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